Geografia
O Acre é um estado de floresta, fronteira e rios. Quase todo o território está no bioma Amazônia. A ocupação se concentrou ao longo dos rios e, depois, da estrada que liga Rio Branco a Porto Velho. A borracha no século XIX e início do XX puxou gente do Nordeste; o Tratado de Petrópolis, em 1903, incorporou a região ao Brasil após o conflito com a Bolívia.
Hoje o estado mistura floresta contínua, seringais históricos, áreas de pecuária no leste e terras indígenas. A geografia ajuda a entender a política ambiental acreana: grande parte da identidade local se construiu em torno da floresta em pé, do extrativismo e da memória de Chico Mendes, assassinado em Xapuri em 1988.
Relevo
Predominam terras baixas da bacia amazônica, com planícies aluviais e colinas baixas. A serra do Divisor, no extremo oeste, é o relevo mais marcado: um conjunto de serras na fronteira com o Peru, dentro do parque nacional de mesmo nome.
Hidrografia
O rio Acre atravessa a capital e deságua no Purus. O Juruá, o Tarauacá e o Envira completam a rede que corre em direção ao Amazonas. Na cheia, a várzea alaga estradas e redefine o ritmo das comunidades ribeirinhas.
Clima
O Acre está sob clima equatorial, quente e úmido o ano inteiro. A estação mais chuvosa costuma ir de outubro a abril; entre junho e agosto a chuva diminui, mas o ar continua abafado. As normais climatológicas do INMET para Rio Branco registram temperaturas médias altas e umidade elevada, típicas da floresta ocidental amazônica.
Limites. Faz fronteira com o Amazonas e Rondônia, e com o Peru e a Bolívia. É um dos estados mais ocidentais do Brasil.